Como e quando desparasitar um gato

Como e quando desparasitar um gato

Se tem um gato, a desparasitação é algo que deve ter muito em conta, pois faz parte do calendário de saúde básico de que todo o felino necessita, quer saia para o exterior quer viva exclusivamente em casa. Os parasitas são mais comuns do que parece, mais difíceis de detetar a olho nu e, em alguns casos, transmissíveis às pessoas com quem o animal convive. Saber quando e como desparasitar corretamente o seu gato pode fazer a diferença entre um felino saudável e um que acumula problemas de saúde sem que ninguém o tenha notado a tempo. Neste artigo encontra tudo o que precisa para o fazer bem.

Como pode um gato contrair parasitas?

Os gatos podem contrair parasitas de múltiplas formas, e algumas delas surpreendem mesmo os proprietários mais experientes. O contacto com o exterior — terra, plantas, outros animais, água estagnada — multiplica o risco, mas os gatos de interior também não estão a salvo. Os parasitas podem entrar em casa através das roupas, do calçado ou dos sacos de compras, e alguns insetos como as pulgas conseguem entrar por janelas ou varandóes. Além disso, os gatos lambem-se constantemente, o que torna a higiene do próprio pelo uma via de ingestão de parasitas ou ovos aderidos aos pelos. A caça de presas — ratos, pássaros, insetos — é outra fonte importante de parasitas internos, especialmente lombrigas e ténias.

Parasitas externos: pulgas, carrapatos e ácaros

Os parasitas externos são os mais visíveis, embora nem sempre fáceis de detetar num gato de pelo denso. As pulgas são as mais frequentes: movem-se rapidamente, reproduzem-se com uma velocidade surpreendente e podem causar desde comichão ligeira até dermatite alérgica grave. Um só hospedeiro infestado pode contaminar toda a casa em poucos dias, pois as pulgas depositam os ovos em tapetes, estofos e roupa de cama. Os carrapatos são mais habituais em gatos de exterior e podem transmitir doenças graves. Os ácaros do ouvido (Otodectes cynotis) são muito comuns e provocam comichão intensa, sujidade escura no canal auditivo e, se não forem tratados, otite crónica.

  • As pulgas são as mais frequentes e podem infestar toda a casa em poucos dias.
  • Os carrapatos afetam sobretudo gatos de exterior e transmitem doenças.
  • Ácaros do ouvido provocam comichão intensa e, sem tratamento, otite crónica.

Parasitas internos: lombrigas e vermes intestinais

Os parasitas internos são menos evidentes do que os externos, o que os torna potencialmente mais perigosos: um gato pode ter uma carga parasitária significativa sem apresentar sintomas claros durante semanas ou meses. Os mais frequentes são os nematodes ou lombrigas (Toxocara cati), que podem ser transmitidos da mãe para o gatinho através do leite, e as ténias (Dipylidium caninum), cujo ciclo de vida passa habitualmente pelas pulgas. Alguns destes parasitas são zoonóticos — isto é, transmissíveis a pessoas —, o que torna a desparasitação interna uma medida de saúde pública para além de veterinária.

  • Um gato pode ter uma elevada carga parasitária sem apresentar sintomas evidentes.
  • As lombrigas (Toxocara cati) transmitem-se da mãe para o gatinho; as ténias (Dipylidium caninum), através das pulgas.
  • Alguns são zoonóticos: desparasitar o gato é também uma medida de saúde pública.

Quando desparasitar um gato?

A frequência da desparasitação depende do estilo de vida do gato e de ter ou não acesso ao exterior. Como regra geral, os gatos de exterior ou semi-exterior devem ser desparasitados externamente a cada 1-3 meses e internamente a cada 3 meses. Os gatos de interior podem espaçar a desparasitação interna até cada 6 meses, embora o ideal seja consultá-la com o veterinário. Os gatinhos merecem especial atenção: devem ser desparasitados pela primeira vez às 3-4 semanas de vida e repetir de 2 em 2 semanas até aos 3 meses, depois mensalmente até aos 6 meses. A desparasitação deve também ser sempre realizada antes de qualquer vacina, pois os parasitas podem interferir na resposta imunitária.

Sintomas de um gato com parasitas

Um dos maiores problemas da parasitose em gatos é que muitos animais a toleram sem mostrar sinais evidentes. Quando aparecem, os sintomas mais habituais são perda de peso apesar de comer normalmente, abdómen dilatado, pelo opaco e sem brilho, diarreia ou vómitos recorrentes e presença visível de segmentos nas fezes ou à volta do ânus — que frequentemente têm o aspeto de pequenos grãos de arroz no caso das ténias —. Para os parasitas externos, os sintomas mais frequentes são o arranhar excessivo, crostas ou zonas sem pelo, sacudidelas repetidas da cabeça ou presença de pontos negros no pelo — fezes de pulgas —.

Parasitas internos:

  • Perda de peso apesar de comer normalmente
  • Abdómen dilatado ou tenso
  • Pelo opaco e sem brilho
  • Diarreia ou vómitos recorrentes
  • Segmentos visíveis nas fezes ou à volta do ânus (aspeto de grãos de arroz)

Parasitas externos:

  • Arranhar excessivo e persistente
  • Crostas ou zonas sem pelo
  • Sacudidelas repetidas da cabeça (frequente em ácaros do ouvido)
  • Pontos negros no pelo (fezes de pulgas)

Como desparasitar um gato?

Existem vários formatos de antiparasitários para gatos, e a escolha depende do tipo de parasita a tratar, do temperamento do animal e da preferência do proprietário. Para os parasitas internos, os mais habituais são os comprimidos orais e as pípetas spot-on de ação combinada. Para os parasitas externos, as pípetas são o formato mais utilizado pela sua facilidade de aplicação; existem também coleiras, sprays e champôos. Importante: nunca utilize antiparasitários de cão em gatos; alguns princípios ativos como a permetrina são extremamente tóxicos para os felinos.

Formatos disponíveis:

  • Comprimidos orais — para parasitas internos, sozinhos ou em combinação
  • Pípetas spot-on — as mais utilizadas; podem ser de ação externa, interna ou combinada
  • Coleiras antiparasitárias — proteção prolongada, especialmente contra pulgas e carrapatos
  • Sprays — úteis para tratamentos pontuais ou em gatinhos muito pequenos
  • Champôos antiparasitários — complemento, não substituto do tratamento principal

Como aplicar uma pípeta a um gato sem stress

A pípeta é o antiparasitário mais utilizado em gatos, mas aplicá-la pode tornar-se uma luta se o animal não estiver habituado. A chave está em fazê-lo com calma e no momento certo: quando o gato estiver tranquilo, de preferência após comer, e nunca quando estiver agitado. O procedimento exige precisão para que o produto seja eficaz.

  1. Segure o gato com suavidade mas com firmeza, de preferência com a ajuda de outra pessoa
  2. Separe o pelo na zona da nuca ou entre as omoplatas até ver a pele
  3. Abra a pípeta e aplique todo o conteúdo diretamente sobre a pele, não sobre o pelo
  4. Evite que o gato lamba a zona durante pelo menos uma hora; utilize colar isabelino se necessário
  5. Não dê banho ao gato nas 48 horas antes nem depois da aplicação
  6. Anote a data de aplicação para saber quando toca a dose seguinte

Desparasitar regularmente o seu gato é um daqueles cuidados simples que têm um impacto enorme na sua saúde e na de toda a família. Não importa se vive em interior ou exterior: com o protocolo correto, os produtos adequados e um pouco de consistência, é perfeitamente gerenciável. E a proteção mais completa começa pelo que come. Na OnlyFresh encontrará comida para gatos com carnes frescas, ingredientes naturais e probióticos que fortalecem a flora intestinal e reforçam o sistema imunitário do seu gato em cada refeição, sem farinhas nem atalhos. Dê a melhor alimentação ao seu gato com OnlyFresh.

Related Posts