Com a chegada do calor, a piscina torna-se no refúgio favorito de muitas famílias. E para os cães que vivem perto de uma, é praticamente impossível resistir à água. Mas é seguro que um cão tome banho numa piscina? O cloro é prejudicial? Todos os cães sabem nadar?
Estas são as respostas e os conselhos práticos para que o banho em piscina seja uma experiência positiva e sem riscos.
Os cães podem tomar banho em piscinas com cloro?
Sim, com moderação. O nível de cloro habitual numa piscina doméstica (0,5-1,5 ppm) não é tóxico para os cães se o banho for ocasional. No entanto, há alguns riscos a ter em conta:
- Ingestão de água clorada: pode causar irritação gastrointestinal, vómitos ou diarreia se o cão beber muita água da piscina.
- Irritação ocular e cutânea: especialmente em cães com pele sensível ou alergias.
- Infeções do ouvido: a água que fica no canal auditivo favorece a proliferação bacteriana, especialmente em raças com orelhas caídas.
Para minimizar os riscos: limita o tempo de banho, oferece água doce fresca antes para que não tenha sede ao entrar, passa bem o cão com água doce no final, e seca bem os ouvidos.
Todos os cães sabem nadar?
Não. Existe o mito de que todos os cães sabem nadar instintivamente, mas não é assim. Alguns fazem o movimento de natação de forma natural ao cair na água, mas isso não significa que nadem bem nem de forma segura.
Raças com boa predisposição para a água
- Labrador Retriever
- Golden Retriever
- Perro de agua español
- Spaniel (Cocker, Springer)
- Poodle (Caniche)
- Irish Setter
- Newfoundland
Raças com dificuldades ou risco na água
- Braquicéfalos (Bulldog, Pug, Boxer): dificuldades respiratórias e corpo pouco hidrodinâmico.
- Raças de patas muito curtas (Dachshund, Corgi): cansam-se rapidamente.
- Cães mais velhos ou com problemas articulares: a água pode ser boa terapia, mas devem entrar e sair com ajuda.
- Cães com muita massa muscular e pouca gordura corporal: afundam-se com mais facilidade.
Como ensinar o teu cão a nadar na piscina
Se o teu cão nunca nadou, a introdução deve ser gradual e positiva:
- Começa numa zona pouco funda onde toque no fundo, sem o obrigar a entrar.
- Entra tu primeiro e chama-o com entusiasmo.
- Usa um brinquedo favorito para o motivar a aproximar-se da água.
- Se entrar, acompanha-o dentro da água e dá-lhe suporte por baixo da barriga as primeiras vezes.
- Nunca o atires para a água nem o empurres: pode criar um medo permanente.
- Recompensa com guloseimas cada pequeno avanço.
Alguns cães demoram várias sessões a sentir-se confortáveis. A paciência é a chave.
Supervisão e segurança na piscina
- Nunca deixes o teu cão sozinho junto à piscina ou dentro dela.
- Instala uma rampa de saída: os cães que caem acidentalmente podem afogar-se se não encontrarem forma de sair.
- Não deixes que beba da água da piscina: coloca uma tigela de água doce fresca perto.
- Os cães cansados também se afogam: limita o tempo de banho e observa sinais de fadiga.
- Vigia os cachorros e os cães mais velhos com especial atenção.
Cuidados pós-banho em piscina
- Passa bem com água doce para eliminar o cloro do pelo e da pele.
- Seca bem os ouvidos com algodão ou pano suave para prevenir otite.
- Verifica os olhos: se estiverem vermelhos ou com secreção, pode ser irritação pelo cloro.
- Escova o pelo uma vez seco: o cloro pode ressecar o pelo com o tempo.
Nutrição para cães ativos na água
Os cães que nadam regularmente realizam um exercício de baixo impacto articular mas de alto gasto calórico. Uma dieta equilibrada com boa proporção de proteína e ácidos gordos ómega-3 (presentes no óleo de salmão) contribui para manter a musculatura, a resistência e um pelo saudável mesmo exposto frequentemente ao cloro.
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