Ver um cão correr pela orla do mar, saltar as ondas ou chapinhar na água é uma imagem de verão perfeita. Mas a praia não é um ambiente neutro para os cães: a água salgada, o calor extremo da areia, as medusas, a regulamentação restritiva e o risco de sobreaquecimento fazem deste ambiente um local que requer preparação.
Com a informação adequada, ir à praia com o teu cão pode ser uma das melhores experiências do verão para ambos.
Onde podem os cães entrar na praia?
A regulamentação varia consoante o município. Em geral, as praias principais estão proibidas para cães na época alta (junho a setembro). No entanto, cada vez mais municípios habilitam zonas específicas para cães ou permitem o acesso fora do horário de banho (antes das 9h ou depois das 20h).
Antes de ir, procura informação na câmara municipal ou em sites especializados em praias dog-friendly em Espanha. Levar o cão a uma praia proibida pode resultar numa coima considerável.
Riscos da água do mar para os cães
Ingestão de água salgada
A água do mar é tóxica para os cães em grandes quantidades. O excesso de sal provoca hipernatremia (excesso de sódio no sangue), que se manifesta como vómitos, diarreia, letargia, tremores e, em casos graves, convulsões ou lesões renais.
Os cães que brincam no mar muitas vezes engolem água sem se aperceberem, especialmente quando perseguem as ondas ou apanham objetos da água. Limita o tempo de banho e oferece sempre água doce ao sair. Se o teu cão tiver vómitos ou diarreia depois da praia, consulta o veterinário.
Medusas
As medusas encalhadas na orla podem picar os cães se as cheirarem, lamé-las ou pisá-las. Os sinais de picada incluem inflamação, vermelhidão, dor e, em casos graves, reação alérgica. Se o teu cão entrar em contacto com uma medusa, afasta-o, limpa a zona com água do mar (nunca com água doce nem esfregando), e consulta o veterinário se houver inchaço severo ou o cão parecer em choque.
Correntes e zonas de banho perigosas
Nem todos os cães são bons nadadores, e alguns sobrestimam as suas capacidades. Evita as zonas com correntes fortes, ressaca ou muita ondulação. Os cães com excesso de peso, braquicéfalos ou com problemas articulares têm maior risco na água.
A areia quente: um perigo invisível
A areia de praia pode atingir temperaturas superiores a 60°C em pleno verão. As almofadas das patas do cão podem queimar-se em segundos se caminhar pela areia nas horas centrais do dia.
Solução: vai à praia de manhã cedo ou ao anoitecer, quando a areia está fresca. Se não for possível, procura zonas com sombra ou molha a areia antes de deixar o teu cão caminhar sobre ela.
O sol e o sobreaquecimento na praia
A combinação de sol direto, reflexo na água e areia quente faz da praia um dos ambientes de maior risco para um golpe de calor. Os cães não devem estar ao sol sem sombra mais de 20-30 minutos seguidos no verão.
- Leva um chapéu de sol ou uma tenda pequena para criar sombra.
- Molha o teu cão periodicamente com água doce.
- Deixa-o descansar à sombra com água fresca a cada 20-30 minutos.
- Se vires ofego excessivo, sialorréia abundante ou prostração, sai da praia imediatamente.
Cuidados pós-praia
- Passa bem o teu cão com água doce: o sal e a areia irritam a pele e o pelo.
- Limpa bem os ouvidos: a água salgada pode gerar infeções em cães propensos a otite.
- Verifica as almofadas das patas: para detetar erosões, cortes de concha ou irritação.
- Oferece água fresca antes de comida ao chegar: a hidratação é a prioridade.
- Se o teu cão ingeriu muita água do mar (vómitos, diarreia, letargia), visita o veterinário.
Alimentação antes e depois da praia
Não alimentes o teu cão imediatamente antes de ir à praia nem imediatamente ao regressar se esteve muito ativo. O estômago cheio aumenta o risco de torção gástrica em raças grandes. Aguarda pelo menos uma hora.
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